A distância entre as gerações X, Y, Z e a educação do século XXI


O assunto Conflito de Gerações é muito interessante e como trabalho muito com adolescentes sempre estou em busca de um formato novo para o relacionamento em sala de aula, ou fora dela, com meus alunos. Essa semana estive no parque da cidade – desta vez com um olhar diferente – e fiquei observando alguns brinquedos mais radicais, como Crazy Dance, Evolution, Samba ou o fantástico Super FresBee. Percebe-se que uns 90% dos usuários são crianças ou adolescentes e que toda aquela brincadeira radical tem um efeito poderoso – como uma droga potente - e fiquei matutando o seguinte: alguns dos adolescentes que recebo em minha aula são os mesmos que adoram ficar dependurados de cabeça prá baixo em uma peça giratória de duas partes que se cruzam, chacoalhando em uma plataforma giratória que acompanha a música que estiver tocando, rodando uns três minutos em uma cadeira que faz companhia a várias outras em uma espécie de balé em ritmo ultra-rápido ou rodando enquanto balançam em um enorme pêndulo recheado de cadeiras onde os usuários se espremem, gritam, choram e se desesperam. O ritmo da vida das crianças e adolescentes deste início de século é pautado pela quantidade de tecnologia e facilidades que são criados diariamente para o consumo desenfreado deles e deve realmente ser desesperador diminuir este ritmo de vida sensivelmente e se portar como um perfeito CDF por 3 ou 4 horas em uma sala de aula, com um professor que conhece infinitamente menos tecnologia do que eles acham que seria o ideal. O que parece é que as crianças e adolescentes do mundo atual vivem em um universo cada vez menor, cansam-se cada vez mais rápido das coisas, querem cada vez mais aventuras, procuram diariamente por limites que possam ser quebrados e só podem ser “controlados” pela lógica natural das relações de respeito e admiração. Leis e regras ajudam, mas não são nada se desacompanhadas do que foi frisado até aqui.
Amo a educação e vejo-a como um dos pilares da sociedade de todos os tempos. A família é outro dos pilares. Mas, é quase palpável que há uma regra silenciosa nos empurrando para a necessidade de estudar mais sobre a própria adolescência, sobre toda a tecnologia que for possível absorver para multiplicar, sobre as novas formas de educação e sobre como sermos educadores melhores, mais antenados, bem relacionados, qualificados e, consequentemente, mais respeitados ou admirados. É impossível separar o aluno da pessoa e o sucesso da educação parece estar proporcionalmente relacionado com o quanto aceitamos nossas limitações neste início de século XXI, enfrentado-as e nos melhorando sistematicamente.  

Conhecimento é poder!

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