terça-feira, 28 de junho de 2011

Reportagem do jornal Folha de São Paulo

Superexposição na web deixa nossa reputação mais vulnerável

GUILHERME GENESTRETI
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

Fonte: www.folhasp.com.br

Tudo o que você coloca na internet pode ser usado contra você. Fotos de um momento festivo, discussões, tuítes atravessados. E há pouco espaço para voltar atrás, como percebeu tarde demais o congressista americano Anthony Weiner, após o mundo ver suas cuecas no Twitter.
Túlio Grespan
"Nem com todo dinheiro do mundo é possível limpar uma reputação manchada na internet", diz o perito digital Wanderson Castilho, da E-Net Security.
A exposição virtual e a velocidade da web mudaram o conceito de reputação. "Nossa imagem está mais vulnerável. Pode ser confrontada com o que postamos", diz o sociólogo Sergio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC.
O conceito de reputação virtual não poderia estar mais em alta. O Google acaba de lançar uma ferramenta, a "Eu na Web", para que o usuário monitore o que falam dele por aí.
Há quem ganhe para cuidar da imagem alheia e limpar um passado virtual, como Owen Tripp, cofundador da Reputation.com, com sede nos EUA. "Temos 160 empregados especializados em reputação online. Monitoramos publicações, fazemos relatórios e enviamos alertas", disse à Folha. A limpeza de rastros pode custar de US$ 100 a US$ 10 mil, diz Tripp.
No Brasil, José Milagre, perito digital da Legaltech, diz que conserta até imagem de morto. "Trabalhamos com conteúdos positivos que empurram os resultados 'negativos' para baixo." Trocado em miúdos, significa manipular os resultados do Google para que os dados positivos da pessoa apareçam no topo de uma pesquisa.
Mas há casos que nem peritos resolvem.
Que o diga a apresentadora de TV Rose Leonel, 41, de Maringá (PR). Há cinco anos, fotos em que ela aparecia nua foram publicadas em 7 milhões de sites pornôs pelo mundo.
Segundo Rose, seu ex-namorado disparou 15 mil e-mails com as imagens para os moradores de Maringá.
"As pessoas me olham, eu já sei o que pensam. Não me olham como vítima. Condenam quem está exposto e não querem saber quem foi que expôs."
A apresentadora perdeu o emprego de colunista social. Em 2010, o ex foi condenado a um ano e 11 meses por difamação, mas recorreu.
Rose quer criar uma ONG para dar apoio jurídico e psicológico a mulheres que passaram pelo mesmo problema. E ainda há mais de 780 mil links relacionando pornografia ao seu nome, segundo o perito Castilho, que cuidou do caso. "Se o escândalo é muito grande, é impossível limpar. Eu digo: 'Rose, seus netos verão você nua.'"





BARRACO DE SOROCABA
A auditora fiscal Juliana Leite, 34, ficou conhecida pelo "Barraco de Sorocaba", vídeo postado por sua rival no YouTube, em julho de 2010.
Na gravação, Juliana é confrontada e apanha da então amiga, a advogada Vivian de Oliveira, 35, que a acusa de ter um caso com seu marido. "Foi uma humilhação. Na época, nem saía na rua."
Vivian está sendo processada por danos morais. O vídeo original já foi retirado do ar, mas há paródias no YouTube - a mais popular tem 142 mil visualizações.
É difícil prever a repercussão de uma postagem na rede. "Ainda não dominamos essa linguagem", diz a psicóloga Rosa Maria Farah, da PUC-SP.
Segundo Farah, isso justifica alguns deslizes e escândalos. Outra hipótese é a de que, quando estamos online, perdemos um pouco a capacidade de crítica.
"Há uma sensação de anonimato e privacidade quando se está online. É comum as pessoas entrarem em estado alterado de consciência, semelhante ao sonhar."
Para a psicóloga Dora Sampaio Góes, do Hospital das Clínicas de SP, gostamos mesmo de aparecer. "Queremos vender uma identidade."
O problema é confundir o íntimo com o social e tornar público o particular, segundo ela. "Usamos as redes sociais como se fossem nosso quarto. Há uma deturpação da noção de intimidade."
Owen Tripp diz mais: "O que antes escreviam na porta do banheiro vai hoje para o mural do Facebook."
E há um preço a pagar. A advogada Patricia Peck, especialista em direito digital, diz que falta a todos uma noção do risco real na internet. "As pessoas podem falar o que pensam, mas respondem pelo que dizem."
Faça a conta: se você tem 200 amigos no Facebook e cada um também tem 200, uma postagem sua pode chegar a 40 mil pessoas que você nem tem ideia de quem sejam.
Assustador, não? Mas não é preciso apagar o perfil em todas as redes sociais. Alex Primo, professor de comunicação da UFRGS, diz que é possível separar o profissional do pessoal em redes sociais com listas e configurações de privacidade.
Mas reconhece que a internet é um convite à exposição. "Quanto mais você se expõe, mais vantagens pode receber. Só posso usar ferramentas do Google se der os meus dados. O Facebook só é divertido quando atualizamos."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A nossa vida é um fio bem fino, sem hora certa para quebrar. Viva a Vida!

O mundo está cheio de pessoas frias e mornas, fingindo-se quentes e apaixonadas por seus ideais de vida. Pessoas assim são companhia difícil. Alto astral é tão essencial como o ar que respiramos. Não permita que pessoas desmotivadas ou descompromissadas permaneçam em seu círculo. Mantenha sua chama acesa sempre, escolha suas companhias e viva a vida.

Booooom dia!

terça-feira, 21 de junho de 2011

11 coisas que estão sendo ameaçadas pelas novas tecnologias

Fonte a informação: http://www.techtudo.com.br
http://www.techtudo.com.br/rankings/noticia/2011/06/11-coisas-que-estao-sendo-ameacadas-pelas-novas-tecnologias.html 
Tablets, smartphones, GPS, caixas eletrônicos,... a inclusão dessas novas tecnologias no nosso cotidiano só nos trouxe benefícios. Mas enquanto adotamos esses novos costumes, seja para agilizar ou apenas melhorar o nosso dia-a-dia, o jeito antigo de fazer as coisas começa a desaparecer lentamente.
Pelo menos foi isso o que aconteceu com os botões para trocar canal na televisão, depois do controle remoto; com as moringas, substituídas por refrigeradores; ou com os portões fechadas à corrente e cadeado, após a popularização dos portões automáticos.
Como você pode notar, muitos deles ainda existem e são usados, mas seus substitutos já estão aí no mercado, fazendo muito mais sucesso - e fornecendo muito mais conforto e praticidade para as pessoas. Mas você já parou para imaginar o que, em breve, pode começar a cair em desuso? O TechTudo fez uma lista com 11 coisas que certamente terão seu uso reduzido em um futuro bem próximo. Confira abaixo:
"Só ligar o fio amarelo nesse conector aqui e está pronto" (Foto: Desconhecido)"Só ligar o fio amarelo nesse conector aqui e está
pronto" (Foto: Desconhecido)
11. Fios
Vamos pegar como exemplo a ligação da combinação de um BluRay, com TV e home theater: é um cabo HDMI para ligar o vídeo do Blu-ray à TV, um cabo de áudio para ligar o Blu-ray ao home theater, mais seis cabos para distribuir o áudio 5.1 do home theaternas caixas de som, além de um cabo de energia para cada aparelho. Total: 11 cabos passando por detrás da sua estante da sala (isso porque não contamos nem a TV à cabo!).
Atualmente já existem sistemas que operam praticamente sem fio, eliminando, pelo menos, esses seis cabos do home theater, e em algumas montagens mais caras, também, a transmissão do sinal de áudio e de vídeo. Infelizmente, no entanto, a única coisa que tem "atrapalhado", de fato, para o fim dos fios na sua sala ou atrás do seu computador, é o cabo de energia.
Você consegue ver o orelhão? (Foto: Desconhecido)Você consegue ver o orelhão? (Foto: Desconhecido)
10. Telefone fixo / Orelhão
Hoje em dia você pode achar qualquer pessoa, em qualquer lugar, desde que ela esteja usando um celular. O único problema é que as tarifas ainda não estão muito amigáveis para abrirmos mão de uma linha telefônica fixa, mas já existem vários lares no Brasil e no mundo em que não há telefone nenhum fixo em casa. Já o Orelhão pode ser a salvação para quem está com o celular descarregado, mas seu estado de conservação nem sempre ajuda.
Próximo! (Foto: Desconhecido)Próximo! (Foto: Desconhecido)
9. Fila de banco
Já é possível fazer praticamente todas as operações que você faz nos caixas eletrônicos via Internet. Basta acessar o site do banco, usando sua senha, para pagar suas contas, ver seus extratos, mexer na poupança, tirar dúvidas com atendentes, dentre várias outras coisas. Só ainda não acharam uma solução pra sacar dinheiro, apesar de que, em alguns países, existe um sistema no qual você pode sacar dinheiro em qualquer estabelecimento comercial.
Compras coletivas (Foto: Arte)Compras coletivas (Foto: Arte)
8. Pagar caro
A combinação Compras coletivas +Comparadores de preços definitivamente está acabando com os estabelecimentos 'careiros'. A não ser que você realmente queira comer naquele restaurante chique ou comprar aquela edição ultra limitada do seu gadget preferido, em breve não haverá mais motivo para pagar um preço à mais por algo que possa ser achado em qualquer lugar. Bom pra gente, né?
Só faltava ele dizer as condições da estrada (Foto: Divulgação)Só faltava ele dizer as condições da estrada (Foto:
Divulgação)
7. Se perder
Assim como praticamente todos os veículos possuem player de música, a tendência é que o GPS também se torne um acessório comum. Claro... até hoje ainda existem aqueles guias de ruas grandões, mas o fato de eles serem limitados geograficamente (por cidade ou estado), o desgaste natural e, é claro, a falta de recursos como o de desenhar o percurso pra você, verificando se tem trânsito no caminho e procurando rotas alternativas, certamente darão um fim aos guias (e ao fato de você sair por aí perguntando como chegar nos lugares)
Netflix, Hulu, Blockbuster e iTunes Store são alguns dos serviços de vídeo sob demanda que podem dar fim às locadoras (Foto: Reprodução)Netflix, Hulu, Blockbuster e iTunes Store são alguns
dos serviços de vídeo sob demanda que podem
dar fim às locadoras (Foto: Reprodução)
6. CDs, DVDs, e locadoras de filmes
No exterior a coisa já tá indo para esse caminho, e falta pouco para o Brasil também começar embarcar nessa onda. Os CDs, por exemplo, já estão dando seus últimos sinais de vida, já que é possível comprar as músicas via Internet, ou mesmo apenas ouvi-las, sem comprar, pelo YouTube.
Quanto aos filmes, serviços como o Netflix, que já funcionam nos Estados Unidos, permitem que você compre e baixe os filmes e séries que você quiser assistir sem sair de casa. Há outros serviços alternativos, como as locadoras no qual você pede o filme via Internet, recebe-o em casa e devolve quando bem entender.
Registro de Identidade Civil (Foto: Divulgação)Registro de Identidade Civil (Foto: Divulgação)
5. Andar com vários documentos
Esse aí já está com o fim declarado: o RIC (Registro de Identidade Civil) deve unir todos os números de documentos que você tem em uma única carteira, parecida com um cartão de banco, que pode ser consultada por meio de um computador. Nele, estará guardada informações como o seu RG, CPF, título de eleitor, cor dos olhos, altura, impressão digital, e o que mais for necessário para você se identificar.
PlayStation Phone, da Sony Ericsson (Foto: EverythingAndroid.org)PlayStation Phone, da Sony Ericsson
(Foto: EverythingAndroid.org)
4. Videogames portáteis
Com a rápida evolução dos smartphones e a produção cada vez maior de jogos para eles, a tendência é que os videogames portáteis acabem - e junto com ele seus cartuchos/CDs. A Sony, por exemplo, lançou esse ano o PlayStation Phone, que além de ser um poderoso smartphone capaz de ver filmes, navegar na Internet e tirar fotos, também pode ser usado para jogar seus games preferidos. Outros smartphones, como o iPhone, já possuem em suas lojas de aplicativos vários jogos famosos e com gráficos bons, como o Need for Speed, que você pode ver no video abaixo.

3. Cadernos de estudo

Ir para uma sala de aula e ter que copiar no seu caderno as matérias desenhadas e detalhadas pelo professor no quadro negro, definitivamente já estão com os dias contados. Com um tablet à mão, você pode simplesmente receber o arquivo do material do professor, acompanhar as aulas com demonstrações animadas, fazer trabalhos em grupo e, inclusive, tirar suas dúvidas via Internet. Claro que haverá suas desvantagens, mas a tendência é inevitável.

2. Trânsito
Não que elas já estejam com seus dias contados, mas o trânsito deve melhorar aos poucos. E claro, isso depende da adesão popular, já que muito do que tem sido feito para acabar com o trânsito, hoje em dia, tem funcionado basicamente pela colaboração dos motoristas. Um exemplo disso é o aplicativo para smartphones Waze, que funciona como uma rede social. Nela você pode compartilhar e receber informações sobre o trânsito com outras pessoas, criando uma grande rede atualizada em tempo real, bem como no Twitter, pela qual as pessoas têm informado as condições de trânsito e acidentes.

1. Sair escondido

Considerando que praticamente todo smartphone hoje em dia possui GPS, e que uma hora ou outra você vai precisar trocar de celular, em breve chegará a hora em que todos nós teremos um telefone com GPS no bolso. E aí, meu querido, que os 'fujões' estão ferrados.
Hoje em dia já é possível rastrear qualquer smartphone, bastando, para isso, que o seu dono permita o compartilhamento da localização. Serviços como o Google Latitude, Glympse e Footprints pode, rapidamente, exibir a localização do seu esposo, filho ou amigo em um mapa, na tela do seu celular.
Obviamente o acesso pode ser restringido a apenas algumas pessoas, o que pode ser muito útil quando, por exemplo, você tiver problemas com o seu carro ou o seu celular for roubado. Isso porque nem mencionei que esta poderá ser a arma secreta dos mais ciumentos. Ops!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O que você precisa saber sobre os “Ultrabooks” da Intel

Ian Paul, PCWorld EUA

31-05-2011
Nova categoria de portáteis anunciada durante a Computex diminui a diferença entre notebooks e tablets
SAN FRANCISCO (05/31/2011) - A Intel anunciou nesta terça-feira durante a Computex 2011, feira de tecnologia em Taiwan, uma nova categoria de notebooks ultraportáteis batizada de “Ultrabooks” que promete maior autonomia de bateria e máquinas mais finas (menos de 2 cm de espessura), com preços abaixo dos US$ 1.000 (nos EUA). 
Segundo a empresa, os Ultrabooks irão combinar o desempenho dos notebooks modernos com “recursos típicos dos tablets como a capacidade de ligar instantâneamente”. A Intel está apostando alto na categoria, e prevê que no final de 2012 40% de todos os notebooks vendidos aos consumidores serão Ultrabooks.
Máquinas pertencentes à nova categoria estarão nas lojas ainda em 2011, a tempo para a temporada de compras de fim de ano, e a primeira será o Asus UX21. Em 2012 e 2013 haverá duas novas gerações da categoria baseados em novos processadores Intel. Detalhamos a seguir os planos da empresa para os Ultrabooks.
Do que é feito um Ultrabook?
A Intel anunciou três gerações de Ultrabooks. A primeira estará disponível no final deste ano e inclui notebooks baseados na atual geração de processadores Core i5 e Core i7 da família Sandy Bridge.
A segunda onda de Ultrabooks chegará às lojas na primeira metade de 2012 e incluirá novos processadores da família Ivy Bridge, baseados na atual arquitetura Sandy Bridge. Os novos chips serão os primeiros a usar o novo processo de produção em 22 nanômetros (22 nm), que permite a implementação dos novos transistores 3D recentemente anunciados. O resultado é um chip que é 37% mais rápido que um similar produzido com a atual tecnologia de 32 nm, segundo a empresa.
Os transistores 3D consomem menos que a metade da energia de seus equivalentes 2D usados atualmente na produção de chips. A Intel também diz que chips produzidos com o processo de 22 nm serão mais baratos que os atuais. Processadores Ivy Bridge também incluirão uma GPU (processador de vídeo) com suporte à tecnologia DirectX 11, da Microsoft. A empresa também destacou o suporte a tecnologias como USB 3.0 e Thunderbolt durante a Computex. Ainda não está claro se a segunda leva de Ultrabooks incluirá ambas as interfaces, mas é bastante provável.
A terceira leva de Ultrabooks chegará em 2013 equipada com a terceira geração de processadores da família Core, de codinome Haswell. Segundo a Intel, Ultrabooks equipados com estes chips serão ainda mais finos e com autonomia de bateria ainda maior, graças ao menor consumo de energia por parte dos chips.
E o Asus UX21?
Até o momento o único Ultrabook mostrado é o Asus UX21. O novo notebook tem um design “unibody”, mede 1,7 cm de espessura (milimetricamente mais fino que o MacBook Air) e pode ser equipado com processadores até o Core i7. Com peso de pouco mais de 1 quilo, o portátil tem uma tela de 11.6 polegadas e resolução de 1366 x 768 pixels, trackpad de vidro, uma saída mini-HDMI, uma porta USB 2.0 e uma porta USB 3.0, de acordo com relatos. O modelo exibido pela Asus na Computex incluirá 4 GB de RAM. A Asus não mencionou o preço.
O Samsung Série 9 é um Ultrabook?
recém-anunciado portátil da Samsung está bem próximo da definição de um Ultrabook, mas de acordo com Fernando Martins, Presidente da Intel, não é incluso na categoria devido a pequenas diferenças na implementação do hardware (um processador de família diferente, ausência de algumas portas) e preço (um Series 9 nos EUA custa cerca de US$ 1.700, enquanto os Ultrabooks deverão custar por volta de US$ 1.000). Entretanto, o executivo faz questão de frisar que a máquina da Samsung “indica a direção que os Ultrabooks deverão seguir”.
samsung_serie9-360px.jpg
Samsung Série 9: quase um Ultrabook
A Intel já não tentou isso antes?
Durante a Computex em 2009 a Intel alardeou seus processadores CULV (Consumer Ultra-Low Voltage) com promessas similares. Na época, reportamos que o objetivo da Intel era possibilitar “uma nova categoria de notebooks que são tão leves quanto o um netbook, mas com telas maiores e mais poder de processamento.” Soa familar?

Celular em Sala de Aula

Celulares podem se tornar grandes aliados na educação do século XXI Tecnologias Móveis em Sala de Aula