sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Segundo Pnad, 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos está fora da escola.


21/09/2012 14h18 - Atualizado em 21/09/2012 16h27

Aumento do número de jovens que abandonam a escola preocupa MEC

Segundo Pnad, 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos está fora da escola.
Ministério estuda alternativas para tornar ensino médio mais atraente.

Paulo GuilhermeDo G1, em São Paulo
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O ministro da educação Aloizio Mercadante (Foto: Paulo Guilherme/G1)O ministro da educação Aloizio Mercadante
(Foto: Paulo Guilherme/G1)
O aumento do índice de jovens de 15 a 17 anos que abandonam a escola mostrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada nesta sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), preocupa o Ministério da Educação. A pesquisa mostrou que 16,3% dos jovens desta faixa etária (1,7 milhão)estão fora da escola. Em 2009, índice era de 14,8%.
Segundo o estudo, o percentual de jovens de 15 a 17 anos frequentando a escola em 2011 foi de 83,7% da população nesta faixa etária. Dos 10,5 milhões de jovens desta idade, 8,8 milhões estão na escola, e 1,7 milhão, está fora. O número representa a metade do total de brasileiros de 4 a 17 anos fora da escola, que é de 3,5 milhões.
Ainda segundo o estudo, o abandono nesta faixa etária se mostrou maior no Sudeste (15,3%) e no Sul (17,8%).
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz que o governo tem tomado medidas para procurar reter o jovem na escola, principalmente nesta idade onde é esperado que ele esteja cursando o ensino médio. Ele afirma que é preciso que os adolescentes e suas famílias saibam que sair da escola para começar a trabalhar pode não ser compensador. "Nem sempre o caminho mais curto é o melhor", avalia Mercadante. "Quem estuda vai poder escolher o que vai fazer. Quem não estuda, acaba sendo escolhido. Ou não."
TAXA DE ESCOLARIZAÇÃO DAS PESSOAS DE 4 ANOS OU MAIS DE IDADE
FAIXA ETÁRIATOTALNORTENORDESTESUDESTESULCENTRO
OESTE
4 ou 5 anos77,4%65,5%83,5%81,6%66,9%66,3%
6 a 14 anos98,2%96,5%98,1%98,7%98,3%98,3%
15 a 17 anos83,7%83,2%83,1%84,7%82,2%85,2%
18 a 24 anos28,9%32,6%29,3%27,0%29,1%32,2%
25 anos ou mais4,5%6,7%5,0%3,8%4,3%5,6%
Fonte: IBGE,  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011
Entre as medidas que o governo aponta como possibilidades para reter os jovens nos estudos estão a ampliação do Programa Bolsa Família para quem tem filhos até 17 anos (o dinheiro só é enviado se o filho estiver na escola); ações educativas para reduzir a gravidez na adolescência (a quantidade de mulheres de 15 a 17 com filhos nascidos vivos ampliou de 283 mil em 2009 para 307 mil em 2011); promoção do ensino técnico profissionalizante; e uma reavaliação da estrutura curricular do ensino médio.
Além disso, a nova lei de cotas, que vai garantir 50% das vagas das universidades federais para alunos da rede pública será outro atrativo para os jovens, segundo Mercadante.
Mercadante aponta que o estudante encontra dois momentos difíceis em sua trajetória escolar. O primeiro é no 6º ano (antiga 5ª série), quando deixa de ter aulas com apenas um professor e passa a ser atendido por oito professores de disciplinas distintas. O segundo é quando sai do ensino fundamental e vai para o ensino médio, podendo ter até 19 disciplinas para estudar durante três anos de ciclo.
"O ensino médio é uma estrutura enciclopédica que precisa ser reavaliada. Vamos promover o ensino médio inovador com a integração das disciplinas que compõem o Enem, português, matemática, ciências humanas e ciências da natureza. Temos de tornar a escola mais atraente no ensino médio e dimunuir a repetência." O ministro destacou ainda que nos últimos anos tem diminuído o número de estudantes que têm aulas à noite. "Estudando durante o dia eles aprendem mais."
Queda do analfabetismo
O ministro considerou positivos os números referente à educação brasileira mostrados pela pesquisa principalmente em relação à queda da taxa de analfabetismo (em 2011, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, no Brasil, foi estimada em 8,6%; em 2009, a taxa era de 9,7%), e ao número de matrículas no início da educação básica.
Mercadante acredita que o país vai conseguir cumprir a meta estabelecida de chegar em 2015 com o índice na faixa de 6,7% de analfabetos.

Informação atual sobre a educação no país


21/09/2012 10h03 - Atualizado em 21/09/2012 10h08

Maioria faz ensino básico em escola pública e faculdade na rede particular

85,7% dos alunos estão em colégios da rede pública, segundo o IBGE. 
Já no ensino superior, 73% dos alunos estudam em faculdades particulares.

Do G1, em São Paulo
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Crianças e adolescentes do Brasil estudam em sua grande maioria em escolas públicas (municipais, estaduais ou federais) durante a pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. São mais de 40,4 milhões de crianças e jovens na rede pública, o que corresponde a 85,7% do total, contra 14,3% inseridos na rede particular. Já no ensino superior, a situação se inverte: a maioria (73,2%) está na rede particular de ensino, contra 26,8% em universidades públicas.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada nesta sexta-feira (21). O estudo investiga dados sobre população, migração, educação, emprego, família, domicílios e rendimento. Foram ouvidas 358.919 pessoas em 146.207 domicílios. Segundo o IBGE, a população residente em 2011 no país era de 195,2 milhões.
Em 2011, havia 53,8 milhões de estudantes, sendo que a rede pública era
responsável por 78,4% (42,2 milhões) do total, e a particular, com 21,6% (11,6 milhões).
        
CICLO DE ENSINOREDEBRASILNORTENORDESTESUDESTESULCENTRO-
OESTE
Pré-escolaPública73,5%79,1%69,7%74,5%76,6%69,2%
Particular26,5%20,9%30,3%24,6%23,4%30,8%
Ensino fundamentalPública87,0%92,6%86,2%85,2%90,7%85,4%
Particular13,0%7,4%13,8%14,8%9,3%14,6%
Ensino médioPública87,2%93,1%88,7$85,1%86,4%86,7%
Particular12,8%6,9%11,3%14,9%13,6%13,3%
Ensino superiorPública26,8%32,8%36,0%36,0%26,8%25,7%
Particular73,2%67,2%64,0%64,0%73,2%74,3%
TOTALPública78,1%85,8%80,8%74,5%78,3%74,6%
Particular21,6%14,2%19,2%24,6%21,7%25,4%
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011
De acordo com a pesquisa, 47,1 milhões de crianças e jovens iestavam inseridos nas redes pública e particular de ensino para os ciclos pré-escolar, fundamental e médio. E no ensino superior foram registrados 6,6 milhões de estudantes.
Na pré-escola (creche, maternal, jardim de infância),73,5% estão na rede pública, e 26,5% na rede particular de ensino. A diferença cresce no ensino básico: as escolas públicas têm 87% dos estudantes no ensino fundamental, e 87,2% no ensino médio, contra 135 e 12,8%, respesctivamente, nas escolas particulares.
Já no ensino superior, são 4,8 milhões em faculdades particulares (73,2%) e 1,7 milhões (26,8%) em universidades públicas.

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