segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Explicando o uso intenso da Língua Inglesa no mundo moderno

Fonte: http://brasilsoberanoelivre.blogspot.com.br/2014/10/a-linguistica-do-imperio.html

Sacha Calmon

Advogado, coordenador da especialização em direito tributário das Faculdades Milton Campos, ex-professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), presidente da Associação Brasileira de Direito Financeiro (ABDF) no Rio de Janeiro

Os norte-americanos, como os romanos, cujo império durou um milênio e meio (220 a.C. a 1.486 d.C., somando-se Roma e Constantinopla), são hábeis homens de negócios, guerreiros sistemáticos e juristas pragmáticos (o direito como práxis, e não como disciplina metafísica ou afazer burocrático).

Os romanos comerciavam em todos os lugares do mundo que naquela época importavam, como a bacia do Mediterrâneo e terras a ela próximas. Os americanos o fazem globalmente. A máquina de guerra é gigantesca, o poderio econômico diversificado e a penetração cultural (língua, música, entretenimento etc.) impressionantes, embora de baixa qualidade...

Quando vamos nos livrar disso? Os jovens acham o inglês intuitivo e fácil e o francês dificílimo. A pronunciação dos ditongos franceses para eles é um tormento. Dos verbos e da gramática nem se fala, ante a facilidade inglesa. Eles se decepcionam com a dificuldade doutras línguas, não apenas as latinas (espanhol, francês, italiano, romeno, romano, catalão), como também as germânicas, notadamente o alemão e as eslavas, como o russo. Isso ocorre porquanto o inglês soa nos nossos ouvidos 24 horas (música, manuais de uso, internet etc.). É uma língua prática. Não tem declinação, sintética, objetiva e, ademais, com um vocabulário altamente composto por palavras latinas e francesas (dizem que por volta de 60%). O que explica isso?

Guilherme, duque da Normandia, reclamou para si o trono vago da Inglaterra (não era ainda o Reino Unido). Negado, ele invadiu a ilha e a dominou por completo. Trocou um condado por um reino, entrando para a história. Por isso, o inglês, além de freedom, conhece a liberdade com o nome de liberty (de liberté). De certo modo, a aristocracia inglesa é toda ela originária da Normandia e da França, porquanto alguns chefes de regimentos eram franceses e se tornaram senhores feudais na ilha. Os vencidos perderam seus comandos e suas terras tribais, tornaram-se vassalos dos novos senhores (suseranos).

Os normandos, no primeiro século do segundo milênio d.C., impuseram a língua francesa às elites (eles próprios e poucos anglo-saxões, seus aliados), instaurando o feudalismo. Os religiosos dominavam o latim, e o povo ficou relegado ao seu falar, sem resistência de língua culta alguma. Era uma algaravia de dinamarquês, dialetos anglos e do alemão antigo dos saxões (da região alemã da Saxônia).

A língua do povo dominado evoluiu segundo a eufonia e a lei do menor esforço, como todas as linguagens da terra. É mais fácil dizer “eu vai” e “nós vai”, do que “eu vou” e “nós vamos”. Nada de declinações. Um tracinho indica o possessivo: Sacha’s Bar. Quando o inglês emerge no século 16, já é uma língua estruturada, com um aparato lógico e prático fora do comum, daí a facilidade em aprendê-lo (como dizem os jovens). A partir de então, a academia, na Inglaterra e na Escócia, o torna língua culta. Sua popularidade, bem mais tarde, advinda do poderio americano, já se disse, é avassalador. Somente o grego foi tão falado pelos povos.

Mas, e os normandos, de onde vieram e quem eram? Essa é outra questão superinteressante (nor+man significava “homem do norte”). Antes de se fixarem no Condado da Normandia, voltado para o Canal da Mancha (no outro lado ficava a Inglaterra ou England, terra dos anglos), foram ferozes vikings que depredavam os principados alemães e franceses (o nome França deriva das tribos francas, igualmente germânicas, mas que passaram a falar como os latinos porque Roma dominava a Gália incluindo-a no Império).

Pois bem, a certa altura, o rei da França (que era bem menor do que é hoje) cansou de ver Chartres ser rapinada pelos vikings e chamou o maioral da tribo mais poderosa para com ele fazer um pacto de cinco pontos. Eles ganhariam as terras da Normandia, dote do casamento do chefe tribal viking com a sua filha, passariam a falar francês, celebrariam um pacto de aliança eterna com a França e fariam guerra a qualquer outra horda viking que ousasse atacar a Normandia ou a própria França, de quem se declaravam súditos. Os vikings aceitaram e cumpriram à risca o combinado. Tomaram mulheres francesas por esposas, abandonaram a língua natal e se tornaram reis, condes e barões na Inglaterra. Vencida por Guilherme da Normandia, o Conquistador.

A língua inglesa é também literária e extremamente musical, embora grossa quando falada pelo vulgo. Seu grande mérito é ter realizado a façanha do esperanto, a língua do planeta Terra que substituiria todas as outras. É a segunda língua de quase todo mundo. Somente outro idioma, falado há oito milênios por quase 2 bilhões de pessoas diariamente, lhe fará frente: o mandarim chinês! O chato é que são completamente diferentes. Voltemos à antiga Suméria, quando, supostamente, Deus confundiu a língua das suas criaturas. Para quê?

Correio Braziliense

Receita de Sucesso





Equilíbrio necessário entre Política e Ciência para o avanço da humanidade

Fonte: http://ciencia-logika.blogspot.com.br/2012/01/os-injusticados.html

 Foto de Landell de Moura tirada em 1908
Na história de grandes nomes e gênios da humanidade pode-se observar alguns injustiçados, são pessoas que apesar de terem contribuído para o progresso da civilização humana não obtiveram o devido reconhecimento e por isso resolvi citar alguns casos claro que mesmo assim faltarão outros, afinal como diz Harold Bloom “Escolher é ser parcial”;

Quem foi o inventor do rádio?
Resposta: Guglielmo Marconi, certo? Não! Não foi o italiano Marconi Quem inventou o rádio.  O inventor desse engenho foi o brasileiro Robert Landell um gênio da Física, esse é mais um fato lamentável de falta de reconhecimento histórico do Brasil, sim pois os livros “didáticos” condenaram este brilhante Físico ao esquecimento completo. Roberto Landell de Moura,  nada mais nada menos que foi o primeiro homem a conseguir a façanha de transmitir o som por meio de ondas eletromagnéticas. Tal feito ocorreu antes de Marconi, Nikola Tesla ou Reginald Aubrey Fessenden. Sim Landell de Moura é o verdadeiro pai das telecomunicações. Ele patenteou seu invento no Brasil em março de 1901, alguns meses após uma demonstração pública, realizada na cidade de São Paulo, tal fato publicado, como era comum naquele tempo, uma semana depois pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro, no dia 10 de junho de 1900. Ele, porém, já havia feito pelo menos outra transmissão documentada antes dessa, no mesmo local, em 16 de julho de 1899. O fato, um “furo” de reportagem, foi divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo, que, no entanto, embora tenha revelado a data da realização da experiência não cobriu o evento, como também era comum na época. É desse dia, portanto, 16 de julho de 1899, nascida da genialidade e criatividade do padre-cientista, a primeira transmissão pública da voz humana por ondas eletromagnéticas de que se tem conhecimento no mundo. Antes do feito atribuído a Marconi, que inventou o telégrafo sem fio em 1894, porém, só conseguiu transmitir a voz humana em 1914. E antes também da experiência de Fessenden, datada de 23 de dezembro também de 1900. Até a mídia estrangeira o reconheceu, é o caso diário americano New York Herald, que no dia 12 de outubro de 1902, publicou ampla reportagem sobre as experiências com transmissão de voz inclusive citando Landell de Moura e suas demonstrações públicas de seus experimentos em território brasileiro no período de 1900 a 1901. Injustiçado no Brasil partiu para os Estados Unidos. Onde morou por três anos, registrando mais três patente em 1904, os aparelhos wave transmitter (transmissor de ondas), wireless telephone (telefone sem fio) e wireless telegraph (telégrafo sem fio). Porém, no seu regresso ao Brasil. Onde Incompreendido, foi taxado de louco e possuir um pacto com o demônio. Coisa de quem mistura Ciência com religião. E como sempre graças a ignorância e crendice o Brasil precisou pagar aos outros pela importação de tecnologia na era do rádio. Atualmente foi criado o “MLM” – Movimento Landell de Moura (www.mlm.landelldemoura.qsl.br) buscando o devido reconhecimento público e oficial, pelo menos no Brasil, de Roberto Landell de Moura como inventor do rádio.
No caso da máquina de escrever mais um brasileiro e padre esquecido, o “Padre da Máquina” o paraibano Francisco João de Azevedo morreu sem conseguir a patente da máquina de escrever de madeira feita a mão utilizando apenas lixa e canivete em 1861. Houve outros modelos de máquinas de escrever que se antecederam ao do inventor paraibano, diz o professor  Ataliba Nogueira, um especialista no assunto, mas nenhum pôde ser industrializado "pois para tanto não se prestavam". Escritores, jornalistas e historiadores garantem que o modelo da máquina de escrever brasileira foi transferido para os Estados Unidos ou Inglaterra por um estrangeiro, com autorização do padre Azevedo.  Para história consta o nome do tipógrafo americano Christopher Latham Sholes como o criador da máquina de datilografia. A idéia de escrever por um meio mecânico surgiu no século XVIII, quando a rainha Anne, da Inglaterra, concede a primeira patente de uma máquina de escrever. O autor do pedido, Henry Mill, porém, não consegue tirar sua idéia do papel. Vários outros inventores desenvolveram protótipos, mas Sholes, em 1867, consegue produzir o primeiro modelo funcional. Sholes vendeu seu projeto para a Remington, esta investiu, pesado na produção industrial do novo engenho e em divulgação contratando escritor Mark Twain, distribuindo cartazes bem como organizando os primeiros cursos de datilografia. Entretanto, seis anos antes da “invenção de Sholes” o padre paraibano já fazia exposições no Brasil com um modelo de máquina de escrever que funcionava perfeitamente. Professor de cursos técnicos de geometria, desenho e mecânica, o padre concebeu seu projeto nas oficinas de uma fábrica de armamentos do Exército. Era um móvel de jacarandá equipado com teclado de dezesseis tipos e pedal. Tinha a aparência de um piano. Cada tecla da máquina de Francisco acionava uma haste comprida com uma letra na ponta. Combinando-se duas ou mais teclas era possível reproduzir todo o alfabeto, além dos outros sinais ortográficos. O pedal servia para o datilógrafo mudar de linha no papel. A máquina era um sucesso por onde passava. Chegou a ser mostrada numa exposição no Rio de Janeiro, na presença do imperador Pedro II. Nesse evento, o padre recebeu uma medalha de ouro dos juízes em reconhecimento a seu projeto revolucionário. Depois a idéia foi esquecida, como aconteceu com Robert Landell. Ataliba Nogueira, biógrafo do padre Azevedo, sustenta que seus desenhos foram roubados e não entregues a um estrangeiro, desestimulando-o a continuar no desenvolvimento da invenção. Ainda assim, os primeiros cursos de datilografia no Brasil exibiam na parede retratos do padre para homenagear o patrono da máquina de escrever.
Na área da aviação, brasileiros também tiveram dificuldade para ser reconhecidos. É o caso de João Ribeiro de Barros, que entrou na corrida para se tornar o pioneiro das travessias transatlânticas. Barros realizou sua viagem a bordo do hidroavião Jahú no dia 28 de abril de 1927. Antes de decolar da Ilha de Cabo Verde, na África, enfrentou problemas com sabotagem e intrigas com a tripulação. No auge da confusão, chegou a receber um telegrama do presidente Washington Luís desaconselhando à viagem. Barros ignorou a ordem e foi recebido com festa no Brasil, depois de seu pouso em Fernando de Noronha. As glórias da travessia pioneira, porém, foi atribuída ao americano Charles Lindbergh, apesar dele ter completado a rota Paris–Nova York 23 dias depois da façanha do piloto brasileiro.  É verdade que Lindbergh navegou quase o dobro da distância coberta pelo Jahú. Barros escolheu a rota mais fácil, que já havia sido percorrida por outros pilotos europeus. A memória do aviador brasileiro só é cultuada em sua cidade natal, Jaú, no interior de São Paulo. Existe um busto de Barros decorando a praça principal do lugar e o aniversário de 72 anos do feito, é feito com animada comemoração no município, existe até CD com o hino em homenagem ao piloto. O avião de Barros e muitos de seus objetos pessoais, porém, encontram-se abandonados no Museu de Aeronáutica, em São Paulo. O Jahú  foi atacado por cupins e já serviu de abrigo para famílias de mendigos. Por isso, a família do aviador luta na Justiça desde 1992 para recuperar a posse do espólio. "Nossa família reconhece que outros aviadores percorreram antes a rota entre Cabo Verde e Fernando de Noronha, mas está claro que o Jahú  foi o primeiro avião pilotado por alguém das Américas a fazer a travessia do Atlântico", afirma José Ribeiro de Barros Filho, sobrinho do aviador. "É uma injustiça histórica atribuírem o feito a Lindbergh".
Apesar de ser o único inventor brasileiro com talento para divulgar ao mundo suas façanhas, Santos Dumont não conseguiu ser reconhecido. No dia de seu famoso vôo em Paris a bordo do 14 Bis, Ele tinha uma platéia de centenas de pessoas, entre elas vários membros do Aeroclube da França. A façanha repercutiu nos jornais europeus e transformou Dumont num herói brasileiro. Fora do país, porém, seu feito foi ofuscado pelo vôo dos irmãos Wright. Eles sobrevoaram por doze segundos um campo da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, em 1903 – portanto, três anos antes do brasileiro. Apenas cinco pessoas testemunharam o feito e até hoje paira sobre ele a suspeita de que os americanos usaram uma catapulta para facilitar a decolagem de seu avião Flyer. Os Wright não deram importância às críticas e foram incansáveis no desenvolvimento comercial de seu projeto. Em 1906 já detinham a patente do invento. Dois anos depois assinaram um contrato de fornecimento de aeroplanos para o Exército americano. Quando fizeram sua primeira apresentação pública, em 1908, em Paris, vários outros modelos mais pesados do que o ar já haviam sobrevoado a cidade. Enquanto isso, Santos Dumont realizou mais alguns testes bem-sucedidos com o 14 Bis e passou a desenvolver um pequeno avião batizado de Demoiselle. No verbete dedicado ao brasileiro, a Enciclopédia Britânica diz que o Demoiselle foi o ancestral dos modernos ultraleves. Mais controvérsias, no Brasil há quem defenda que o "pai da aviação" não foi Santos Dumont, muito menos os americanos irmãos Wright. O verdadeiro criador teria sido o paraense Júlio César Ribeiro de Souza. Figura pouco citada até mesmo em livros brasileiros, Souza construiu em 1881 um dos primeiros balões dirigíveis do mundo, o Victória. Segundo os jornais e documentos da época, o modelo com 10 metros de comprimento e duas asas foi o primeiro a andar em linha reta. Na experiência, ocorrida em Paris, o aparelho voou a uma velocidade de 8 metros por segundo. Entusiasmado com o sucesso do Victória, o piloto registrou a patente em onze países. Alguns anos depois, sem dinheiro e revoltado com o que considerava ter sido um roubo da invenção, já que na Europa todos passaram a usar um sistema semelhante ao seu, Souza conseguiu dinheiro emprestado do governo do Pará para fazer alguns protestos na França. Seus esforços não deram em nada e ele morreu aos 43 anos em seu Estado, sem dinheiro e sem glória.
Nikola Tesla foi um dos maiores inventores no campo da engenharia mecânica e eletrotécnica, de etnia sérvia nascido na aldeia de Smiljan, Vojna Krajina, no território da atual Croácia. Tesla pode ser descrito como o inventor da idade moderna, o homem que "espalhou luz sobre a face da Terra", com contribuições revolucionárias no campo do eletromagnetismo no fim do século XIX e início do século XX. As patentes de Tesla e o seu trabalho teórico formam as bases dos modernos sistemas de potência elétrica em corrente alterna (AC), incluindo os sistemas de distribuição de energia multifásicos e o motor AC, com os quais ajudou na introdução da Segunda Revolução Industrial. Mas devido à sua personalidade excêntrica e às suas afirmações aparentemente bizarras e inacreditáveis sobre desenvolvimentos científicos, Tesla caiu eventualmente no ostracismo e olhado como um cientista louco. Isto ocorre muito com os Nerds.
O descobridor da anestesia foi o dentista norte-americano Horácio Wells. Em 1844, usou o anidrido nitroso, conhecido como gás hilariante, para realizar a primeira cirurgia indolor da história humana – a extração de um dente. Pouco tempo depois, um de seus pacientes morreu ao ser anestesiado e ele foi condenado à prisão. Morreu na miséria.
Heinrinch Hertz, o cientista alemão que descobriu a propagação através das ondas eletromagnéticas e propiciou o advento da radiofonia, morreu na miséria. Idealista, não quis ou não soube enriquecer com sua descoberta. Quando morreu, morava em um casebre e seu sepultamento foi custeado por uma subscrição popular.
Existem ainda aquelas invenções que apesar de simples são geniais fazendo parte do nosso cotidiano.
Infelizmente às vezes grandes gênios nascem um tanto adiantados para sua época, ou são excêntricos demais, ou não são bons em propaganda, isso custa muito caro para eles. O sucesso financeiro e reconhecimento é uma combinação básica de: uma idéia certa, no tempo certo, combinado com uma oportunidade, se faltar um desses ingredientes o projeto pode não atingir seu objetivo pleno. Muitos acham que a sorte existe, mas, até quem ganha na loteria, teve a idéia de jogar, jogou no tempo de concorrer e ganhou a oportunidade de levar a bolada.

Tema para debate: Por que devemos lembrar mais de Nikola Tesla e menos de Thomas Edison

Fonte:  http://seucarroeletrico.wordpress.com/2009/01/29/por-que-devemos-lembrar-de-nikola-tesla-e-nao-thomas-edison/


Por que devemos lembrar de Nikola Tesla e não Thomas Edison?

29012009
TeslaÉ muito provável que eu siga na carreira acadêmica pois gosto muito de aprender e ensinar, e a primeira coisa que pretendo mostrar a meus alunos é um documentário sobre Nikola Tesla, para dismistificar o gênio esquecido. Os americanos adoram idolatrar Edison como o inventor dos inventores pelo simples fato de ter nascido por lá, Nikola Tesla que inventou as grandes inovações que hoje utilizamos por ter nascido na Europa e ter trabalhado nos Estados Unidos é esquecido pois sua memória põe em xeque o inventor da lâmpada menos eficiente do mundo.
Esse post é mais um off-topic, apesar de estar intrínsicamente conectado com a temática de carros elétricos, pois  Nikola Tesla foi o primeiro a converter um automóvel a combustão em um elétrico, além de outra coisas que tornam possível coisas simples e grandiosas do dia-a-dia e esquecemos de lembrar dele, ao invés, lembramos de seu rival na época em que os inventores tinham um campo aberto para descobrir as coisas que são óbvias para nós.
Primeiro eu faço o seguinte questionamento, quando você chega em casa, liga a luz (claro, a luz fluorescente, que economiza mais) e se perguntassem para você lembrar um nome de alguém que tivesse participado nessa criação muitos lembrariam o nome de Thomas Alva Edison, mas a verdade é que a corrente alternada que leva a energia das usinas até a nossa casa foi invenção do Tesla, bem como a lâmpada fluorescente.
No passado houve muita disputa entre Edison e Tesla principalmente em um padrão de distribuição de energia, enquanto Edison defendia  a corrente contínua (CC), Tesla propôs (além da Torre de Energia Sem Fio) a corrente alternada (CA), para o padrão do americano deveríamos ter regeneradores de energia a cada 2 ou 4 quilômetros e por conta dessa perda tremenda o diâmetro dos fios era imenso e chegava ao limite tendo que para isso ser utilizados vários fios. Para o sérvio (sim Tesla era sérvio) uma nova abordagem de corrente alternada permitiram cabos mais finos e sem qualquer regenerador de energia no meio, o que tornou simples e barata a distribuição de energia.
Tesla não se importava com o dinheiro e para defender que o CA era o melhor para o mundo ele abriu mão de royalties e qualquer outra remuneração proveniente do negócio que fizera com a Westinghouse na fabricação dos componentes que tornam a corrente alternada o que é hoje.
Enquanto Edison se preocupava em difamar Tesla para obter vantagens comerciais, Tesla não se importava com fama nem com dinheiro, ele quase que a vida inteira viveu em um quarto de hotel dizendo que o único dinheiro que necessitava era para continuar inventando coisas.
Algumas curiosidades (extraído de Saindo da Matrix)
O Encontro com Edison
Em 1882, ele arrumou um emprego na Companhia Continental Edison em Paris, distinguindo-se como um bom engenheiro. Dois anos mais tarde, viajou à Nova York para conhecer o presidente da companhia: o próprio Thomas Edison.
Este encontro não foi bom como havia sonhado. Edison o observou com desprezo e certamente não tinha intenção em colaborar com qualquer esquema AC. Edison via AC como uma ameaça a seu império DC. Tesla prometeu aumentar a eficiência de dínamos em 25% em dois meses. Edison disse a ele que se assim conseguisse, ele lhe pagaria cinqüenta mil dólares. Conseguiu cumprir com a promessa, melhorando os dínamos por uma margem maior do que a prometida a Edison. Mas, quando pediu por seu pagamento, Edison recusou-se a honrar o acordo, dizendo que estava apenas ‘brincando’. Tesla demitiu-se e nunca mais trabalhou com Edison.
Tesla foi contatado por um grupo de investidores que desejavam vender a lâmpada de arco que ele havia inventado e assim, nasceu a Companhia Elétrica Tesla. Tesla estava ansioso por esta oportunidade de trazer a corrente alternada ao mundo, mas seus investidores nada queriam com ela. Assim, Tesla foi rejeitado pela companhia que tinha seu próprio nome.
Energia sem fio e o verdadeiro rádio
tesla-wardenclyffe-tower-shot1A Torre Wardenclyffe (1901-1917) também conhecida como Torre de Tesla, foi uma antena que geraria eletricidade pelo ar e pela terra sem fios e tamém serviria para telecomunicações para uso em telefonia, transmissão de vídeo, imagens e músicas.
A torre chegou a ser construída quase que completamente, mas os investidores não continuaram o projeto pois decidiram investir em um tal Marconi com uma idéia semelhante para utilizar antena e telecomunicações.
Apesar de Marconi ter a patente inicial do rádio, utilizando várias outras patentes de Tesla, anos mais tarde a corte de patentes retirou a patente do rádio de Marconi e concedendo a Tesla, outro fato marcante que poucos sabem.
Principais Invenções de Tesla

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