quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

AS 11 PROFISSÕES QUE ESTARÃO EM ALTA NO BRASIL EM 2015

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2014/12/10-profissoes-que-estarao-em-alta-no-brasil-em-2015.html

11/12/2014 18h00 - ATUALIZADA EM: 11/12/2014 19h11 - POR MICHELLE FERREIRA

AS 11 PROFISSÕES QUE ESTARÃO EM ALTA NO BRASIL EM 2015

AS ÁREAS LIGADAS DIRETAMENTE À PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E AO SETOR FINANCEIRO SERÃO AS MAIS REQUISITADAS

Profissão; Carreira; Engenharia; Engenheiros;  (Foto: ThinkStock )
A lista das profissões em alta de 2015 revela algo importante: engenharia está definitivamente em alta. Seja mecânica, elétrica ou naval, a formação aparece em sete posições na lista de cargos mais cobiçados para o ano que vem, segundo pela Michael Page, empresa de recrutamento de altos executivos.
De acordo com a consultoria, o motivo é a escalada da produção de petróleo e gás prevista para o mercado brasileiro em meados de 2015. Com isso, ganham importância carreiras ligadas a áreas de produção de petróleo, como os engenheiros. Outro motivo é o bom desempenho do e-commerce, que fez aumentar significativamente o volume de galpões industriais e novos centros de distribuição. O profissional necessário para essa área é o gerente de obras industriais, cargo ideal para um engenheiro civil, ou o gerente de logística, posição geralmente ocupada por um engenheiro de produção.
Setor financeiro
Você provavelmente já ouviu (ou leu) a seguinte frase nos últimos meses: ‘2015 será um ano difícil’. A nova equipe econômica, composta por Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini, mostrou que reconhece o cenário ruim e sinalizou que vai trabalhar para corrigir a rota - o ano deverá ser de duros ajustes que irão afetar a vida de todos os brasileiros.

Apesar das incertezas, ainda há esperança. Já que em 2013 e em 2014 os anos não foram de grandes resultados (o que possivelmente também ocorrerá em 2015), as empresas precisarão buscar novas estratégias para garantir o crescimento do ano que vem. Na lista do que fazer para aumentar a rentabilidade, estarão o aumento da produtividade e as reduções de custos. Por isso, também ganharão importância carreiras ligadas ao setor financeiro das empresas. De acordo com a consultoria, para crescer de forma sólida e rentável, será necessário planejamento e controle.
"Os ajustes devem durar até meados de 2016. Haverá cortes e os executivos vão demorar mais para se recolocarem no mercado. Antes, a média era de dois meses e meio. Hoje, até oito meses. Não se pode entrar em pânico, isso é uma tendência. Os funcionários que ficaram também tendem a acumular as funções dos que saíram", afirma André Nolato, diretor da consultoria.  
A Michael Page indica, a partir de análises de mercado, os cargos mais promissores a partir do próximo ano:
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 ProfissãoO que fazMotivos para a alta demandaPerfil
1Gerente de Embarcações / OperaçõesÉ responsável por garantir o bom funcionamento de embarcações de apoio offshore, desde a tripulação, o barco em si e o serviço específico destinado para aquele navio. Em geral, responde pelo contrato do barco com o cliente finalCom a escalada de produção de petróleo e gás prevista para o mercado brasileiro nos próximos meses e a entrada de navios de produção, os barcos de apoio se multiplicarão na costa brasileira e profissionais capacitados serão demandadosFormação como Oficial de Náutica ou de Máquinas, ou mesmo Engenharia Mecânica com bons conhecimentos de equipamentos de praça de máquinas
2Engenheiros de Instalação/ LayEngineersSuporta a instalação de linhas (flexíveis / umbilicais) que interligam plataformas de produção aos poços garantindo a entrada em operação de novos ativos produtivos, em conformidade com o planejamento estratégico das Operadoras em atividade no BrasilHá previsão de novos campos entrarem em produção no litoral brasileiro e parte fundamental para colocar o ativo em marcha é conectar as linhas produtivas que ligam os poços no fundo do oceano às plataformas / navios de produção. Serviço altamente especializadoFormação em Engenharia (Mecânica, Elétrica, Eletrônica ou Naval), com experiência prática em atividades que se relacionam com ROV, Survey, Movimentação de Cargas em regime offshore, etc
3Gerente de LogísticaControla, organiza e garante a integridade do estoque, faz a gestão de toda a equipe operacional, contrata serviço de manutenção e operação, além de transporte in bound e out bound, podendo se envolver com questões ligadas às atividades aduaneirasIsso se deve ao aumento significativo no volume de galpões industriais, conseqüência da necessidade de novos centros de distribuição em detrimento de um mercado forte de e-commerceIdeal um Engenheiro de Produção com Pós Graduação em Logística
4Gerente de Produção para a Indústria de Bens de ConsumoÉ responsável por garantir os índices de volume de produção das fábricas, bem como bons resultados em produtividade, segurança e qualidadeO brasileiro continua direcionando sua renda para a compra de itens de primeira e segunda necessidades e esses profissionais precisarão manter este mercado abastecido, aumentando cada vez mais a eficiência dentro das fábricasEspecialmente engenheiros com histórico de atuação em manufaturas
5Gerente de Obras IndustriaisÉ o responsável direto pela evolução física do projeto, lidando com diversas disciplinas ligadas à obra. Acompanha o planejamento, orçamento, cronograma físico-financeiro, compras, contratação de serviços entre outros, garantindo sobretudo o custo e prazo de entrega. Resumindo, é quem comanda a produçãoEm função da necessidade por galpões industriais, por consequência do volume de centros de distribuiçãoEngenheiro Civil com larga vivência no campo, acompanhando a produção de obras industriais, fazendo a gestão da equipe de obras dessa natureza
6ControllerÉ responsável pela gestão contábil, fiscal, planejamento e controleVárias empresas em processos de estruturação e reestruturação, precisando implementar controles e processos para crescer de forma sólida e rentável. A procura por profissionais com esse perfil aumentou muito depois da necessidade do report em IFRSFormação em Ciências Contábeis, Administração ou Economia, pós-graduações e especializações na área são um diferencial
7Gerente de Planejamento TributárioÉ responsável pela gestão fiscal e pelo planejamento tributário da companhiaA demanda por profissionais com esse perfil está em alta devido à complexidade da matriz tributária brasileira. Há necessidade de fazer um planejamento tributário mais bem elaboradoFormação em Ciências Contábeis e Direito, pós-graduações e especializações na área são um diferencial
8Business Development ManagerProspecta e lidera projetos de novos negócios a fim de captar novas fontes de receita para a empresa. O resultado final é a gerar novos contratos a partir do desenvolvimento de nova aplicação para produto ou serviço, ou ainda, prospecção de negócios em setores de mercados ainda não exploradosConsiderando um ambiente econômico e de mercado desafiador, a área de vendas passa ter um importante papel na geração de negócios para empresaFormação em Engenharia, Administração de Empresas e afins. É essencial que o profissional desenvolva uma rede de relacionamento com agentes de diferentes níveis de senioridade em empresas ou instituições, além de boa visão de negócios para compreender assuntos de diversas áreas da empresa e converter oportunidades em negócios
9Cientista de DadosO Data Scientist ou Cientista de Dados é o profissional responsável pelo desenvolvimento de algoritmos matemáticos e o alinhamento destes ao negócio para melhor desempenho das empresas. Com as plataformas de Big Data, as empresas são capazes de prever ou compreender alguns pontos como: tendências de mercado, repercussão de algum fato/campanha de marketing pelo mercado e comportamento do consumidor - permitindo personalizar ações voltado para o seu público de acordo com o perfil de cada consumidorA alta competitividade do mercado e a necessidade de estar mais próximo do seu consumidor para entender o que ele precisa de forma individual e conseguir elaborar uma estratégia que leve valor agregado ao consumidor se diferenciando dos demais playersO Cientista de Dados é um profissional com formação em Matemática, Estatística ou Engenharia da Computação com Mestrado em Matemática Aplicada ou Computação Distribuída e muitas vezes com Doutorado e PHD nas áreas exatas. O profissional deve possuir aptidão para cálculos matemáticos e estatísticos, bem como possuir visão de negócio para que possa alinhar os conceitos tecnológicos à uma aplicação prática nas empresas, além de desenvolver em linguagens como C e Python e arquitetura de plataformas de Big Data
10Arquiteto CorporativoO Arquiteto Corporativo é o profissional responsável por compreender todas as camadas tecnológicas dentro da empresa, desde a mais alta camada de negócios até a camada mais baixa (infraestrutura), e permitir a análise de requisitos, padronização e governança entre as camadas, permitindo uma otimização dos processos e redução de custosAs empresas buscam padronizar seus ambientes, processos e estruturas buscando a otimização de métodos e estruturas permitindo uma melhor performance e um controle maior de custosO Arquiteto Corporativo é um profissional com formação em Tecnologia e muitas vezes com Pós-graduação/MBA em Negócios. O profissional deve possuir raciocínio lógico e pensamento analítico, além de conhecimento em metodologias como SOA, TOGAF, ITIL, COBIT e BPMN
11Desenvolvedor MobileO Desenvolvedor Mobile é o profissional responsável pelo desenvolvimento de aplicações para sistemas móveis (smartphones e tablets) de acordo com as demandas dos arquitetos de softwareAs empresas buscam estar em contato com seus funcionários e com o seu mercado consumidor e para isso, utilizam a plataforma mobileO Desenvolvedor Mobile é um profissional com formação em Tecnologia e com profunda experiência em desenvolvimento em linguagens como C, Java, J2EE, C++ e frameworks



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Os 10 países mais robotizados do mundo


http://exame.abril.com.br/economia/noticias/os-10-paises-mais-robotizados-do-mundo

Ranking dos 10 países mais robotizados do mundo

A Robótica no Brasil

Pelo meio do século XXII, essas biomáquinas substituíram todos os trabalhadores livres, sendo usados inclusive como artistas

Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/a-robotica-no-brasil-13501820

Uma narrativa vinda do mundo dos espíritos e o espírito da narrativa tiram-me da série de eventos que vão das guerras à pornografia das efemérides políticas nascidas da nossa poluição ética e partidária, a qual segue implacável o que um diplomata russo chamou de Doutrina Sinatra (I did it my way!).
A narrativa dos espíritos, porém, dá-me alento. Eles me contam que, pelo fim do século XXII, a robótica terá um extraordinário desenvolvimento no Brasil. O governo que cuida do povo pobre, os black blocs, esses pós-modernos vitoriosos em todos os fóruns jurídicos, e políticos deram finalmente ao Brasil um lugar de destaque tecnológico no Primeiro Mundo. Liquidamos o Vale do Silício para o eixo Rio-São Paulo, onde engenheiros geniais aperfeiçoaram e revolucionaram a robótica.
A partir do fim do século XXII, a tecnologia brasileira aplicada à robótica do pioneiro David Levy desenvolveu os protótipos de robôs “ZéFu-001” e “002”, que foram as primeiras “biomáquinas relacionais” destinadas a serem usadas como trabalhadores e como combatentes democratas para destruir o liberalismo burguês injusto por nascimento. Eles também serviram na devastação final da Amazônia e na luta contra os indígenas que, como se sabe, têm muito mais terra do que os nossos benditos latifundiários.
Pelo meio do século XXII, essas biomáquinas substituíram todos os trabalhadores livres do país, sendo usadas, inclusive, como artistas. Chegaram a praticar esportes, formando entre 2101 e 2700 um selecionado de futebol invencível, ganhador de 40 Copas do Mundo, nas quais a Alemanha tomava por mais de 10 gols em todos os jogos.
Pena que a New-Fifa extinguiu o futebol robótico — causando um protesto sério da gigante diplomacia brasileira — porque, sem derrota não havia competição e, com isso, as rendas dos jogos não cobriam as despesas com publicidade e — dizem meus mentores espirituais — com as sacanagens com ares de “Primeiro Mundo” da falecida Fifa.
As biomáquinas reinventaram o Estado nacional e a sociedade sindicalizada graças ao progresso. Chegava-se finalmente à utopia: as máquinas trabalhavam e os brasileiros ficaram todos ricos para realizar o seu ideal de vida: ficar fazendo o tão decantado “não fazer porra nenhuma!” Jogavam conversa fora, tomavam caipirinha, comiam torresmo, peidavam alto, viam novelas e adoravam os gigantescos programas de auditório que reuniam milhões. Às vezes viam, com um certo brilho nos olhos, jogos de futebol disputados nos séculos passados.
Em meio a essa ética da preguiça, despontou uma ideia. Agências federais aliadas e intelectuais de esquerda (os vociferantes contra tudo isso que ai está até chegarem ao governo) conseguiram aprovar uma resolução que transformava as biomáquinas em escravos. Isso, argumentavam, ressuscitava o estilo de vida dos nossos antepassados, realizando a grande e tão desejada marcha a ré histórica que, de quando em vez, retornava, mas agora seria definitiva. Pois, ao refazer com a robótica o sistema escravocrata, resolvia-se o problema do ser sempre servido e jamais. Do sempre ter alguém para mandar de modo absoluto. Chegava-se assim à consagração da hierarquia e da dominação como o valor nacional inviolável, desmascarando o ardil democrático semi-igualitário que não valia coisa alguma. Legitimava-se com coragem e altivez a escravidão, porque os robôs não eram humanos, embora alguns fossem melhores do que muitos patrões. Alguns, corre a lenda, fugiram do Brasil e, depois, deste planeta que diziam ser uma merda numa nave espacial. Eu, disse-me um espirito superior, os acompanhei de bom grado.
Os robôs universais fabricados na Euro-América e na Japachíndia foram suplantados pelos brasileiros porque seguiam a antidemocrática “lei da robótica”, inventada por um profeta reacionário de nome Isaac Asimov no primitivo século XX. Como se sabe, a primeira lei dispunha que um robô jamais poderia ferir um ser humano ou deixar que um humano fosse ferido. A segunda estabelecia que um robô deveria obedecer às ordens dadas pelos humanos, exceto quando essas ordens entrassem em conflito com a primeira lei; e a terceira anunciava que um robô deveria proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entrasse em conflito com a primeira e a segunda lei.
Com apoio do Congresso, do Supremo Tribunal, do Conselho Exclusivo dos Trabalhadores e sobretudo do Gerente Real (por séculos ocupado eficientemente por mulheres), os robóticos brasileiros desenvolveram um “chip” que permitia ultrapassar essas regras de fundo reacionário, como são — diga-se logo — todas as regras. Tal acórdão permitiu derrubar as normas antigas e permitiu fabricar robôs escravos modelo Pai João, Sinhozinho e Capoeira (para ser usado em conflitos entre os senhores), bem como os modelos femininos tipo Amélia e Dondoca. Em seguida, fabricou-se um modelo multissexual. Todos tiveram um enorme sucesso porque faziam tudo: não tinham limites.
Essa foi a contribuição inestimável do Brasil — terminou o espírito — ao mundo.
PS: Perdi o contato mediúnico e logo que ele for retomado, se for possível, continuo.
Roberto DaMatta é antropólogo


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/a-robotica-no-brasil-13501820#ixzz3L2jELB5E 


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Compreenda como funcionam as contas do Governo. O momento exige essa compreensão!

G1 EXPLICA O SUPERÁVIT PRIMÁRIO

Estamos em 05 de dezembro de 2014

Fonte: http://g1.globo.com/economia/superavit-o-que-e/platb/
Acesse o link e siga os cinco passos da demonstração.



Para explicar como funcionam as contas do governo, o G1 traça uma comparação com o orçamento e os gastos de um brasileiro


José


José, 42 anos, é casado e tem dois filhos. Contador, ele mora em uma casa alugada, paga prestação do carro e tem uma empregada para ajudar no trabalho doméstico

Governo


O governo, com 192 anos de independência, arrecadou mais de R$ 1 trilhão em 2013, mas fechou o ano com dívida de mais de R$ 2 trilhões
José recebe seu salário em dia, uma vez por mês
No caso do governo, esse salário é a sua arrecadação, que vem dos impostos e outras receitas, como privatizações

José tem despesas com o aluguel da casa, o supermercado, a empregada e a escola do filho, por exemplo

As despesas são com os funcionários públicos, educação, saúde e previdência, entre outras
Se José consegue, com o salário que recebe todo mês, pagar suas despesas daquele período (exceto dívidas) e ainda sobra um pouco, significa que houvesuperávit primário
No caso do governo, se o resultado do que ele arrecadou com impostos, menos suas despesas principais, com educação, por exemplo, der positivo, significa que houvesuperávit primário

A consequência disso para o José é que ele terá uma imagem de bom pagador no mercado, já que suas contas mostram equilíbrio, e conseguirá obter empréstimos e fazer compras a prazo, por exemplo

Para o mercado financeiro internacional, manter as contas públicas em ordem indica que o país tem capacidade de pagar o que deve, ou seja, tem menos risco de crédito e, portanto, poderá ser um bom destino para capitais internacionais. Sua dívida é confiável
Se José teve despesas extras e acabou gastando mais do que recebeu no mês, significa que houvedéficit primário
No caso do governo, se gastar mais do que arrecadou, também será registrado déficit primário

José também tem um empréstimo no banco que tomou para financiar a compra de um carro

No caso do setor público, quando precisa de dinheiro para financiar seus gastos, porque a arrecadação não foi suficiente, ele costuma emitir títulos públicos que são vendidos no mercado – são os empréstimos que o governo ‘pega’ no mercado
Se no final do mês, José, cujas contas tiveram superávit primário, pagou suas despesas fixas e, com o dinheiro que sobrou, pagou os juros e mais uma parte do seu empréstimo, significa que houvesuperávit nominal. Ou seja, o montante total do que deve para o banco diminuiu
Superávit nominal é quando o governo faz superávit primário, paga os juros da dívida e ainda tem um resultado positivo, uma “sobra”, que é usada para reduzir sua dívida pública, ou como chamam os economistas, o “estoque” de sua dívida

Se sobra dinheiro, José consegue fazer planos para, por exemplo, investir na troca da sua geladeira e do seu fogão no próximo mês

No caso do governo, será possível gastar mais em áreas que precisem de investimento ou reduzir impostos para dar mais competitividade à economia sem desequilibrar as contas
Se José pagou suas contas em dia, mas teve um superávit primário pequeno e, por isso, só conseguiu pagar apenas parte dos juros do seu empréstimo com o banco, sem chance de quitar um tanto da sua dívida, significa que: houvedéficit nominal
No caso do governo brasileiro, há um déficithistórico, porque seu superávit primário, quando comparado com o PIB (soma das riquezas do país), é baixo e os juros, que corrigem o valor da sua dívida, são altos. Por isso, o governo não consegue pagar todo o juro, muito menos abater o valor de sua dívida
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SUPERÁVIT: HISTÓRIA E IMPORTÂNCIA

Cumprimento de metas mostra que país é ‘bom pagador’


  • O ministro da Fazenda, Pedro Malan [à esq.], e o presidente do Banco Central, Gustavo Franco durante comemoração do aniversário de 4 anos do Real, no Centro de Treinamento do Banco do Brasil.

    década de 1990

    No final da década de 1990, o Brasil estava muito endividado.

    Em 1998, o governo fez um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e BIS (‘Banco Central dos Bancos Centrais’), por uma ajuda de perto de US$ 41 bilhões, mas teve que se comprometer com uma série de exigências, como compromissos com estabilidade econômica e reformas da Previdência e fiscal.

  • Fernando Henrique Cardoso sobe a rampa do Congresso Nacional, em Brasília (DF), durante a cerimônia de posse para o seu segundo mandato como presidente da República, em 1º de janeiro de 1999.

    1999

    Em 1999, o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso implantou a meta de superávit primário.

    Para 1999, foi estabelecida meta de superávit primário de 3,1% do PIB.

    Quanto menor a dívida em relação ao PIB, mais o país mostra que é um “bom pagador” – e portanto é maior a chance de conseguir taxas de juros mais baixas quando tiver que pedir dinheiro emprestado.

  • Da esquerda para a direita: o governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o secretário da presidência, Aloysio Nunes, o governador do Paraná, Jaime Lerner, e o governador de Goiás, Marconi Perillo, vistos durante reunião com governadores para tratar sobre a Lei da Responsabilidade Fiscal, no Palácio do Planalto em Brasília, Distrito Federal.

    década de 2000

    A Lei de Responsabilidade Fiscal sancionada em 2000, por FHC, também foi um mecanismo para ajudar no cumprimento das metas de superávit.

    O objetivo da lei era estabelecer uma espécie de “freio” nos gastos excessivos de prefeituras, de governos estaduais e da União.

    A lei determinava que o presidente, governadores e prefeitos não gastassem mais do que arrecadassem nem deixassem dívidas para o mandato seguinte.

    A intenção era melhorar a administração das contas públicas.

  • O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, concede entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

    2009

    Em 2009, no mandato do então presidente Lula, foi sancionada a Lei de Transparência, que só começou a valer em 2010.

    Por meio dessa lei, estados e municípios com mais de 100 mil habitantes devem disponibilizar suas informações na internet.

  • O prefeito de Cascavel, no oeste do Paraná, Edgar Bueno (PDT), anuncia um corte de gastos para conter um rombo nas contas da administração municipal

    2013

    No início de 2013, por exemplo, o prefeito de uma cidade no interior do Paraná anunciou um corte de gastos para conter um rombo nas contas da administração municipal.

    As medidas adotadas incluíram a redução do seu próprio salário.
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EVOLUÇÃO DAS CONTAS PÚBLICAS

Veja o resultado do superávit primário do Brasil ano a ano e sua proporção em relação ao PIB

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MANOBRAS CONTÁBEIS

Com os gastos em alta, o governo usa artifícios – todos legais – para atingir a meta de superávit

2009

R$ 8,9

bilhões

DEPÓSITOS JUDICIAIS

A União considerou na conta R$ 8,9 bilhões recebidos a mais em depósitos judiciais antigos

R$ 3,5

bilhões

BNDES

Outros R$ 3,5 bilhões vieram do BNDES, que comprou da União dividendos que ela teria direito a receber da Petrobras

2010

R$ 31,9

bilhões

PETROBRAS

Em uma operação que envolveu a injeção de recursos na Petrobras em troca de pagamento pela cessão onerosa de barris de petróleo a que a União teria direito, o governo ficou com uma "sobra" de R$ 31,9 bilhões para o superávit primário

2012

R$ 12,6

bilhões

BNDES

O BNDES foi autorizado a comprar ações da Petrobras que faziam parte das aplicações do Fundo Soberano. Essas ações foram repassadas ao Tesouro Nacional, que se desfez deles por R$ 8,84 bilhões – dinheiro que engordou o superávit. Junto com outras operações parecidas, a manobra rendeu R$ 12,6 bilhões

R$ 7

bilhões

BNDES

A Caixa Econômica Federal e o BNDES pagaram dividendos (parte do lucro que é distribuída aos acionistas), em valor, somado, de R$ 7 bilhões. Mas o BNDES continuou recebendo empréstimos do Tesouro Nacional

2013

R$ 22

bilhões

REFIS

Foi reaberto o prazo do Refis, programa de parcelamento de dívidas das empresas com o governo, que rendeu quase R$ 22 bilhões aos cofres públicos. A medida foi feita contra a vontade da Receita Federal

R$ 22

bilhões

CONCESSÕES

O governo também contou com os valores recebidos pelas concessões, principalmente do Campo de Libra, que somaram pelo menos R$ 22 bilhões
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SUPERÁVIT DOS PAÍSES

Veja o resultado do superávit de paises pelo mundo, em relação ao PIB (em %)

Texto: Anay Cury e Alexandro Martello
Fontes: Felipe Salto, da Tendências Consultoria; Carlos Stempniewski, da Faculdades Rio Branco, Gabriel Leal de Barros, da FGV, e
Rodrigo Zeidan, da Fundação Dom Cabral
Edição: Laura Naime (Conteúdo) e Leo Aragão (Arte)
Infografia: Daniel Roda, Dalton Soares e Elvis Martuchelli
Desenvolvedores: Thiago Bittencourt e Rogério Banquieri



Folga off-line garantida?

Fonte:  http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/tf_carreira/2017/09/10/tf_carreira_interna,624717/folga-off-line-garan...