terça-feira, 7 de julho de 2015

A VIDA É COMO UM JARDIM

                                             A VIDA É COMO UM JARDIM

                                                                                                         Luiz Carlos Loiola da Silva


A vida ensina que nossa existência assemelha-se a um jardim. Ensina também que navegar é preciso e que viver não é preciso. Ensina que aprendemos sempre, mesmo a passos lentos, porque nossa evolução é uma constante. Como porções de luz da luz maior, chamada Deus, somos imortais para continuar aprendendo enquanto desejarmos ardentemente.
Nossa vida é um jardim, com uma porta de entrada e outra de saída. A entrada é marcada pelo dia em que nos apresentamos à luz neste mundo e a saída é o outro extremo da história. Nossas experiências e vivências estão todas nesse jardim, ficando para trás enquanto caminhamos pelo caminho ladrilhado rumo à porta de saída, normalmente com um olhar atento e focado no objetivo maior que traçamos a partir do nosso livre arbítrio. Manter o foco é realmente muito importante em cada situação da vida, mas é essencial ir superando os desafios sem deixar de aproveitar a beleza do caminho, sob a pena de nos tornarmos anciões sem alegria n’alma. Esse jardim, que somos, precisa ser mantido verde, harmonizado e lindo, para estar, ou continuar, desejado pelas mais exuberantes borboletas, acompanhantes excitadas das flores colhidas por almas de luz que circulam de um lado a outro do jardim, buscando o aconchego do banco de madeira que oferecemos e que dá vista para o riacho de águas límpidas, mantenedor da condição básica do viço e luz que deixamos emanar.
Navegar é preciso, porque enfrentar os muitos desafios da vida é preciso. Navegar é preciso, porque associar-se com outras pessoas, na atual sociedade humana sem limites de comunicação, é preciso. Navegar é preciso, porque viver um dia de cada vez pode ser tudo de melhor, balançando ao sabor das ondas do destino. Navegar é preciso, porque precisaremos olhar para trás em algum momento e a vida precisará ter valido a pena, com suas inúmeras cores e sons. Caso contrário, nos afogaremos em lágrimas de intenso arrependimento pelos momentos que não foram vividos. Lágrimas vertidas em turbilhões de insuportável ardência, vindo do lugar mais inalcançável de nossas almas.
Viver não é preciso, talvez porque a vida continuará seguindo seu rumo normal, independentemente de estarmos embarcados ou não, preparados ou não, dispostos a aproveitar cada momento, ou não. Viver não é preciso, porque durante a navegação dos dias os momentos bons e ruins vão se sucedendo, em ondas que teimam com a proa de nossas embarcações, atordoando os pensamentos. Viver não é preciso, se não compreendemos nossa pequenez em relação à grande obra Divina e se não nos vemos evoluindo em melhoria constante nas lutas contra o egoísmo e o orgulho, rumo ao inexorável fim.
Viver com o foco nos objetivos ajuda no planejamento dos dias, mas não podemos nos dar ao luxo de perder a ternura da observação atenta aos detalhes do belíssimo jardim das nossas vidas. Devemos navegar, de forma determinada e objetiva rumo aos nossos sonhos palpáveis, sim, mas sem esquecer que somos finitos no universo físico, vivendo uma combinação de conexões de vida que, após a partida, deixarão apenas as conseqüências de nossas decisões e atos.
Viver sem amor, sem companhia, sem honra, sem fé e sem esperança é quase não viver. Navegar é preciso, viver não é preciso!

Atualizado - julho/2015

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