quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Como treinar Tecnologias Educacionais - Artigo prof Loiola

Estamos em agosto de 2018. Como sabem, sou um profissional e estudioso das tecnologias desde meados da década de 1980, tendo utilizado todas as versões de navegadores da internet, sistemas operacionais windows, suítes de escritório office e outros vários programas. Também ministrei aulas de hardware e software por mais de vinte anos, a maioria desse tempo no SENAI, para centenas de alunos, com os quais aprendi muito sobre formas de aprender e humanização da educação. Levantar questões sobre informática e afins, juntamente com profissionais de educação, com alunos e suas famílias, no momento presente, é absolutamente essencial e provavelmente só haverá qualquer possibilidade real de sucesso no desafio que se apresenta se estiverem todos juntos.

Como o uso de tecnologias na educação, de uma forma mais efetiva, precisou ser adiado por tanto anos e agora surgiu a necessidade de agilizar o processo para se equiparar às exigências do primeiro mundo, é natural que profissionais de educação, mesmo com grande formação acadêmica e paixão ilimitada pelo que fazem, temam ser substituídos por essa mesma tecnologia nos próximos dois anos, ou até amanhã. Esse temor, que pode ser visto como normal, dadas as circunstâncias e a conjuntura nacional, recheada de imprevisibilidade nos campos econômico, político e social, é uma barreira que pode ser vencida com trabalho de equipe, determinação e planejamento racional, dando, principalmente ao docente, a condição devida. O profissional que planeja treinamento em tecnologias educacionais tem grande responsabilidade em função desse quadro, uma vez que seria ideal conhecer de tecnologias, educação, na formação e na sala de aula, e também compreender os docentes nas equipes, seus projetos e suas limitações por ausência de capacitação adequada.  

A rede de educação brasileira tem grandes profissionais que poderão acrescentar muito se puderem se expressar, de forma individual e coletiva, antes de passar por treinamentos intensivos de operador de computador, por exemplo, e ter que aprender dezenas de comandos. É importante que possam mostrar seus projetos e planos de ensino e suas ideias de como aliar as atividades do dia a dia com o novo. Uma didática de sucesso comprovado é utilizar treinamento por cenário, com situações problema, em que, identificado o desafio, são identificadas também as ferramentas de cada aplicativo (word, excel, powerpoint, OneNote e outros) que podem ser utilizadas para a promoção de resultados rápidos. As duas maiores empresas no mundo, no ramo, são a Microsoft, com o Office365, e a Google, com o GSuite, com enorme diversidade mas com recursos básicos bem parecidos.

Para começar, suponhamos uma equipe grande de profissionais com docentes de várias áreas, utilizando as mais diversas ferramentas didáticas nos últimos 18 anos, deste século XXI, em particular, para suprir a ausência da tecnologia que já poderia estar à disposição, sendo usada efetivamente. Identificadas as situações problema nestes recursos didáticos, e as similaridades do ponto de vista tecnológico - aí entra a importância do consultor em tecnologias educacionais - fica mais fácil agir com as ferramentas que são comuns a todos esses problemas apresentados. Dessa forma, será desnecessário que treinamentos sejam promovidos para ensinar todos os comandos de um determinado aplicativo e o foco pode ser priorizado para as ferramentas que, certamente, serão mais intensamente exigidas nessa conjuntura em que precisamos de resultados rápidos com o mínimo de erros e retrabalho.  

Como o volume de aplicativos que podem ter utilidade concreta para a melhoria dos resultados da educação é grande, diversificado, nenhum comando, de nenhum desses aplicativos como excel ou onenote, por exemplo, deveriam deixar de ser planejados para treinamentos de aperfeiçoamento, em momento futuro, obviamente. Com o foco voltado para os recursos essenciais ganha-se em tempo e produtividade nas qualificações que poderão ser planejadas e realizadas com os profissionais de educação em todos os níveis na rede de ensino brasileira, pública ou particular. 

Um bom itinerário formativo em tecnologias educacionais precisa considerar, prioritariamente, a melhoria na comunicação e armazenamento de dados com e-mail e disco virtual, eliminando imediatamente perda de tempo com ruídos na comunicação, multiplicação de anexos sem valor e retrabalho de uma atividade que deveria ser produzida a várias mãos. Vencida essa primeira fase, entra o desenvolvimento e a manutenção de documentos em formato colaborativo, em que um arquivo armazenado em disco virtual pode ser compartilhado com uma pessoa ou com toda a equipe e todos podem editar simultaneamente, com a segurança garantida pelas empresas como Microsoft ou Google, independente do lugar onde vocês estejam no mundo e de estarem utilizando celular, notebook, tablet ou computador de mesa. Até uma tv smart pode ter utilidade e alta produtividade nestas condições. Trabalhar com documentos de forma colaborativa implica treinamentos rápidos para correção de vícios que foram se acumulando durante anos de sobrevivência na frente de um computador sem conhecimento mais profundo de editores de texto, planilhas eletrônicas, apresentações eletrônicas, armazenamento de dados, troca de e-mails e uso de redes sociais. 

Paralelo a tudo isso, vem a importância e urgência de treinar para os sistemas denominados corporativos, que já estão dimensionados e ajustados à realidade de cada escola ou centro de ensino. Talvez uma das melhores formas de ensinar rápido nestes casos seja também o treinamento por cenários ou situações problema. Iniciado do ponto zero, o desenvolvimento deve esgotar todas as fases, ou módulos dos sistemas, considerando a área de atuação dos profissionais que estiverem em treinamento, evitando o desperdício de investimento. Quem trabalha com todo o processo deve treinar todos os módulos e quem trabalha só com um módulo deve ser capacitado somente neste. Outra opção adicional é fazer os treinamentos na própria área de trabalho das equipes de cada setor, com a realidade de cada setor. Feito isso, pode-se ter um documento on line em que os usuários vão incluindo, anonimamente, caso desejem, suas dúvidas mais frequentes, e estas são resolvidas de imediato, para serem postadas para domínio público dentro da instituição. Reuniões seriam, então, momentos para debater as dúvidas frequentes e ouvir o feedback dos profissionais envolvidos.  

Por fim, gostaria de incluir o fio do debate para os próximos artigos, sobre Realidade virtual, Prototipagem 3D, Internet das Coisas e Segurança da informação, entre outros temos mais atuais. Se desejar saber mais, mantenho meus e-mails à disposição, abaixo. Desenvolvi itinerários formativos em Tecnologias Educacionais que foram compilados dentro da minha atividade de consultor técnico e professor.


  • luizcloiolas@gmail.com
  • luizloiola@yahoo.com.br
Professor Loiola


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